sábado, 28 de novembro de 2009

A Influência da Nutrição da Atividade Física e do Bem Estar em Idoso(a)


A Influência da Nutrição da Atividade Física E do Bem Estar em Idosas

Id.597596
IdiomaPT
TituloA Influência da Nutrição da Atividade Física E do Bem Estar em Idosas
Autor(es)Cristiane Schuler Monteiro
Localizaciónhttp://teses.eps.ufsc.br/defesa/pdf/8399.pdf
Versión1.0
EstadoFinal
DescripciónO Trabalho Objetivou Verificar a Relação Entre Atividade Física Nutrição e Patologias Como Fatores Que Influenciam na Vida das Pessoas da Terceira Idade A Pesquisa Avaliou Um Total de 70 Pessoas do Sexo Feminino Que Conformaram Dois Grupos o Grupo I Assistido no Consultório de Nutrição e o Grupo II Freqüentadores do Sesc Localizado no Bairro Água Verde de Curitiba Recorreu Se à Técnica da Entrevista Padronizada O Grupo I Apresentou Se Com Tendência à Depressão Falta de Motivação e Pouco Relacionamento Social O Grupo II Demonstrou Capacidade de Relacionamento Social e Motivação Para Viver Realizou Se o Cruzamento de Dados Relativos as Seguintes Variáveis Perfil Socioeconômico Auto Imagem Saúde e Inquérito Alimentar os Resultados Mostraram Que Se as Patologias Interferem Para Diminuir a Qualidade de Vida na Terceira Idade Elas Não Assumiram Grande Importância Para Uma Vida Feliz Pois o Que Influenciou na Motivação de Vida Foi a Atividade Física e a Nutrição
TipoPDF
Palabras claveEngenharia de Produção
Tipo de recursoElectronic Thesis or Dissertation
Tese ou Dissertacao Eletronica
Tipo de InteractividadExpositivo
Nivel de Interactividadmuy bajo
AudienciaEstudiante
Profesor
Autor
EstructuraAtomic
Costeno
Copyright
Sem restrições
FormatosPDF
Requerimientos técnicosBrowser: Any
Fecha de contribución23-feb-2009
Contacto


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

FUNGOS

Cozimento dos grãos de cereais

Procedimento



Podemos usar vários tipos de grãos de cereais para o preparo do inóculo ,tais como grãos de trigo, centeio ,sorgo ,milho ,arroz com casca ,etc. Os grãos de arroz tendem a agrupar com facilidade , formando grumos. O trigo é um dos mais utilizados na produção do inóculo em forma de grãos .Uso grãos de trigo para preparar minhas "sementes" e recomendo o seu uso pelos interessados.

Independente dos tipos de grãos utilizados, o material deve ter sido colhido o mais recente possível , estar livre de defensivos agrícolas, estar bem seco e livre de bolores.Quanto mais velhas as sementes , maior é a tendência desse material perder seus nutrientes e apresentar uma carga maior de contaminantes que devem ser eliminados no processo de esterilização.

1) Medir o volume de trigo crú (sabendo-se que após cozido em água , seu volume irá triplicar ou seja , a variação de volume do trigo crú para o trigo cozido é de 1 parte de trigo crú para 3 partes de trigo cozido). Lavar os grãos de trigo crus em água corrente e deixar de molho em água fria de um dia para o outro. No dia seguinte , lavar os grãos em água corrente para eliminar toda a sujeira desprendida.

O processo de deixar os grâos de molho em água fria permite que os grãos adquiram uma certa quantidade de umidade e ao mesmo tempo permite a germinação de esporos de bactérias que estão presentes nos grãos secos em forma dormente.Os esporos das bactéria apresentam uma resistência maior ao processo de esterilização do que as próprias bactérias (necessitam de um tempo maior de esterilização para que sejam eliminados).

A formação dos esporos das bactérias ocorre quando estas não encontram condições favoráveis ao seu desenvolvimento. Ao colocar os grãos de molho em água fria , as bactérias passam da forma esporulada para a fase vegetativa , quando são mais fácilmente destruidas pelo calor do processo de esterilização na panela de pressão ou autoclave.

2) Em uma panela comum , cobrír os grãos com água e cozinhá-los por 15 minutos até que fiquem levemente macios.

3) Esfriá-los em água corrente para retirar o excesso de amido liberado e escorrer todo o excesso de água dos grãos com o auxílio de uma peneira.

4) Após estarem bem escorridos , adicionar 1 % de carbonato de cálcio (em relação ao peso seco dos grâos ) e colocar os grãos de trigo cozidos em frascos de boca larga préviamente lavados (vidro de palmito) preenchendo-os com 2/3 do volume com os grãos cozidos.Tampar os frascos com a tampa metálica. Essa tampa deve possuir um filtro debaixo dela feito com um disco de feltro.Outra alternativa é furar-se centralmente a tampa metálica com uma broca de 3/8" e colocar neste furo um chumaço de algodão bem ajustado. Neste caso devemos cobrir a tampa e o algodão com um papel grosso antes de procedermos a esterilização dos frascos.O papel evitará que o algodão fique umidecido pelo vapor d´agua durante a esterilização.A função do disco de feltro e do algodão é permitir a passagem de oxigênio para o interior do frasco durante a incubação do material , porém impedindo a passagem de organismos contaminantes.

5) Esterilizar em panela de pressão por 1:30 horas. ver procedimento de esterilização

6) Deixar os frascos dentro da panela até que esfriem a temperatura ambiente.

7) Após retirados da panela ,os frascos devem ser inspecionados para ver se não racharam e agitados de forma a se desfazer os aglomerados de grãos que tendem a se formar devido ao cozimento. Uma boa superfície para se agitar esses frascos e com pouco risco de causarem acidentes com cortes é batê-los de encontro à banda de rodagem de um pneu de automóvel préviamente lavado e desinfetado com álcool.

O aspecto ideal dos grãos após desfeitos os aglomerados é de grãos soltos não muito secos e nem com excesso de água no fundo dos frascos.O excesso de água antes da esterilização causa a aglomeração excessiva dos grãos que dessa forma ficam difíceis de serem agitados.O excesso de água após o cozimento pode facilitar o crescimento de bactérias. Os grãos muito secos após o cozimento impedem o crescimento do micélio.

Um volume excessivo de grãos cozidos colocados nos vidros passando muito de 2/3 do volume do frasco , dificultará a agitação dos mesmos. Devemos então proceder à inoculação desses grâos com o micélio do fungo.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

☼E U☼


E U

...,realmente! O absoluto me fortifica em vida diariamente,...
...,a luta pela vadiagem e medicância,(de outros porcos imundos) me incomoda,...
..., mas, os dias estão se dessipando aos poucos, por força reprimida.
As felicidades e as alegrias sempre veio em pompa,
...,por isso danço para mim! ...,e canto tendo fé em mim.
Contra mim, ñ ignoro o que testarão, por que creio na força do amor.
...,em mim!!! EU ñ me nego; porém, a cada instante, 80% são de boas notícias,
e o restante se misturão e degladeão-ses em si.
Por isso, da ÁGUA EU bebo( benzida por mim),...
..., acendo o CHAMA VIOLETA para fortalecer o espírito,...!!!
..., respiro o cheiro do AR e refresco-me com sua fragância do mar...,
...,e colhendo a semente, pedindo sempre licença a MÃE TERRA o amor QUE ELA ME DÁ,...
..., POR TODA MINHA VIDA.



terça-feira, 18 de agosto de 2009

O poder das plantas.

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Aloha!
Estava com um tempo livre e resolvi escrever algo sobre algumas plantas de poder, ai vai:


Argyreia nervosa
“Hawaiian baby woodrose”

Familia : Convolvulaceae
Gênero : Argyreia
Espécie : nervosa

Informações Gerais
Conhecida como: Hawaiian baby woodrose, Cordão de seda, Trepadeira elefante, Morning Glory prateada, Woolly Morning Glory. Nativa da Índia oriental e Bangladesh, também se encontra presente nas ilhas pacificas da Polinésia Francesa, Hawaii e Tonga. Cresce apoiada em outras árvores ou suportes e pode chegar a medir 9 m ou mais. As folhas tem forma de coração e geralmente medem de 15 – 25 cm de comprimento e 13 – 2,0 cm de largura. Sépalas medindo 1,3 – 1,5 cm. As flores tem forma de trompete, medindo 5 – 7,5 cm de comprimento e saem das axiais das folhas. Os frutos são lenhosos e medem 1 – 2 cm de diâmetro. Os frutos secos são muito usados como artigos decorativos, são chamados de rosa de madeira (wood rose) porque as sépalas que ficam em volta dos frutos também são lenhosas, gerando um aspecto de uma flor de madeira.

Efeitos
Pode-se ter alterações na percepção visual de formas e cores, clareza ou confusão mental, sensação de leveza ou peso no corpo, e outros. Podem durar de 6 a 10 horas.

Cultivo
Deve-se deixar a semente mergulhada em água por cerca de 12 horas para quebrar a dormência, após isso se deve enterrar a semente cerca de 0,5 cm no solo. O Solo deve ter boa drenagem. È uma planta que gosta de sol e água em abundância. Tem um sistema radicular (raízes) muito grande e forte, por isso não se desenvolve bem em vasos, necessitando estar plantada direto no chão para que tenha um bom crescimento. Pode-se retirar mudas por “cortes” de plantas adultas.



Chacrona – uma visão geral do principal componente da Ayahuasca.

Espécies: Psychotria viridis, P. carthaginensis, P. horizontalis, P. stenostachya, P. alboviridula, P. brachiata, P. beccaroides, P. brachybotrys, P. capitata, P. cuspidata, P. egensis, P. erecta, P. involucrata, P. iquitosensis, P. loretensis, P. lupulina, P. macrophylla, P. marginata, P. pilosa, P. poeppigiana, P. racemosa, P.l rufescens, P. uliginosa, e outras.
Outras espécies que ainda não tem registro botânico são descritas por xamãs e indígenas.

Família: Rubiaceae
Gênero: Psychotria
Espécie: virids

Nomes populares: Chacrona, Amirucapanga.

O ingrediente clássico da Ayahuasca, usada na Amazônia peruana, equatoriana e brasileira. Psychotria virids é uma árvore pequena ou um arbusto, medindo até 4,5 m. Seu uso foi documentado pelas tribos indígenas Sharanahua e Culina do sudoeste da bacia amazônica, pelos índios Kofá da Amazônia colombiana e equatoriana, pelos Kashinahua do oeste Peruano e Brasileiro, assim como pelos Taraucá do Acre (Brasil), dentre outros.

Dita ser adicionada à Ayahuasca para aumentar a “vida” das visões. Analises mostram a forte presença de uma triptamina dimetilada (N,N-dimetiltriptamina) assim como traços de N-metiltriptamina e 2-metil-tetrahidro-beta-carbonila (MTHC). Esses componentes não são ativos por si só quando administrados por via oral, pois são metabolizados pela enzima estomacal monoamino oxidase (MAO), isso ocorre pelo fato dessas triptaminas serem similares a neurotransmissores endócrinos. O complexo de beta-carbonilas contido na Ayahuasca é responsável por inibir a ação da monoamino oxidase (MAO), e são chamados de inibidores da MAO ou IMAO. Quando as folhas de chacrona são combinadas com os inibidores enzimáticos (IMAO), uma ação sinérgica entre as duas plantas e suas enzimas estomacais provoca uma das mais misteriosas experiências da natureza, arcaica, porém farmacologicamente sofisticada.

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Peyote

FAMILIA : Cactaceae
GÊNERO : Lophophora
ESPECIES : williamsii, diffusa

DESCRIÇÃO

Peyote (Lophophora williamsii) é um pequeno cactus em forma de botão de diametro a volta de 10cm. Ele cresce no México (no deserto que vai do norte ao centro-sul) e no Sudoeste dos EUA (Ja vi muitos, quando fiz intercâmbio lá, no Arizona e no Novo Mexico. No Texas eles existem, mas são mais raros, podendo ser achados na fronteira, perto de El Paso).

Peyote é um alucionógeno, produzindo significantes mudanças nos campos visual, físico e perceptual. É tradicionalmente seco e comido em um ritual preparado a induzir visões (ou para nós brancos, alucinações visuais) e já vem sido usado por índios mexicanos por milhares de anos

Mesmo o Peyote sendo usado de forma recreativa por alguns, é difícil (eu diria que no Brasil MUITO dificil) de se achar o cactus, fresco ou seco, no "mercado das ruas". Existe uma preocupação com a colheita em massa de Peyotes na natureza, já que um botão pode demorar de 5 a 15 anos para ficar maturo, pronto para consumo

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SALVIA DIVINORUM

Salvia divinorum é uma espécie do gênero Salvia. Existem aproximadamente 1000 espécies de mundo todo, mas apenas a Salvia divinorum é a espécie conhecida que induz visões. A Salvia é um membro de uma grande família de plantas conhecidas como Labiatae. A menta é um grande conhecido membro desta família, por isso algumas vezes se referem a esta família como a da menta. Salvia divinorum dá uma bonita planta para casa, podendo ser cultivada somente por isto, mas a maioria das pessoas cultivam interessadas nos fascinantes efeitos psicoativos.
O nome botânico Salvia divinorum significa "Sage of the Diviners." Nas condições certas, usada da maneira correta, a Salvia produz um estado único de “inebriação divina”. Por centenas de anos, ela foi usada em cerimônias religiosas e de cura pelos Índios Mazatec, que vivem na província de Oaxaca, no México.
Os efeitos da Salvia são completamente diferentes do álcool; mas como o álcool, prejudica a coordenação. NUNCA DIRIJA SOB INFLUÊNCIA DA SALVIA – PODE SER FATAL!
De várias formas a Salvia divinorum é classificada por si mesma. Nenhuma outra erva ou droga é realmente parecida com a Salvia. Seria um engano compara-la com outras substâncias psicoativas. Ela é única em suas qualidades de erva visionária.
A Salvia contém uma substância química chamada salvinorina A (na maioria das vezes apenas chamada de salvinorina). A salvinorina é responsável pelas alterações da mente causadas pela Salvia. Não é quimicamente relacionada com qualquer outra droga psicoativa. Infelizmente a maior parte dos componentes visionários não são alcalóides. Embora a salvinorina seja extremamente forte. Doses de apenas algumas centenas de microgramas (milionésimo de grama) fazem efeito e doses acima de 1 miligrama (1/1000 de um grama) são muito fortes para a maioria das pessoas lidarem com isto confortavelmente. Pela sua extrema potência, a Salvinorina nunca dever ser usada sem que a dosagem seja medida com extrema exatidão por uma balança química. Felizmente a folha de Salvia é centenas de vezes mais fraca que a salvinorina pura; conseqüentemente as folhas de Salvia podem ser usadas com maior segurança que a salvinorina pura.
A folha de Salvia é fisicamente muito segura. Ela é muito suave para com o corpo. Ninguém nunca morreu por overdose de Salvia. A Salvia não é um estimulante, nem sedativo, nem narcótico, nem tranqüilizante. Como muitos outros enteógenos, ela induz visões, ainda que sejam totalmente diferentes dos outros enteógenos. Dale Pendell em seu livro “Pharmako/Poeia, designa a Salvia divinorum para uma única classe farmacológica, que ele chama de “existentia”. Esse termo é uma alusão à iluminação filosófica provocada pela Salvia, fazendo-a brilhar na natureza da existência de si mesma. Daniel Siebert propôs o termo “encantógeno”—um neologismo que significa “a substância que produz encantamento”.



E o meu preferido: cogumelos, os psilocibes, em especial psilocibes cunensis.

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COGUMELOS:

Distribuição
A grande maioria destas espécies tem por habitat a América Central, em especial o México; entretanto, algumas destas espécies podem ser encontradas em outros locais do mundo, e o Psilocybe cubensis é cosmopolita.
Ele pode ser visto frutificando em pastos nas épocas quentes e chuvosas do ano em regiões tão diversas como os Estados Unidos, o Camboja, a Austrália, a Colômbia, o Brasil.

Ao contrário dos outros gênero que contêm psilocibina, que com poucas exceções são quase que estritamente endêmicos, o P. cubensis é facilmente encontrado em toda a região equatorial e tropical do globo, e até além. O essencial é que haja uma estação chuvosa e quente, mesmo que no restante do ano o clima seja frio.

Habitat
O habitat preferido dos Psilocybe é o esterco bovino, e sua distribuição global sem dúvida foi estimulada pela indústria pecuária mundial. Já se supôs que essa distribuição tenha sido causada pela pecuária, mas os registros do cogumelo em regiões da Europa e da América na era pré-colombiana parecem sugerir que ele já existia nestes locais antes. A sua identificação com o soma Védico demonstra isso claramente, assim como os registros históricos de cultos pré-colombianos muito antigos.

O P. cubensis é provavelmente o único gênero que tem esta distribuição global, de modo que pode-se supor que ou ele é a espécie original e os demais são variantes, ou ele foi a espécie mais bem sucedida de todo o gênero, tomando o lugar de espécies nativas, e mais estimulada ainda pela pecuária global. Esta associação íntima com os humanos através do gado domesticado provavelmente existe desde que a humanidade adquiriu tecnologia pastoral.

No entanto, embora o habitat preferido seja o estrume bovino, estrume de qualquer animal, doméstico ou selvagem, desenvolve perfeitamente o fungo, chegando à frutificação sem problemas. Já houve registro de frutificação sobre esterco humano. Além do estrume, já têm sido registrados casos de frutificação em outros substratos, muito variados, e mesmo com locais que podem ter tido estrume em alguma época anterior.

O próprio autor já verificou sua presença em um velho vaso de plantas doméstico no qual há mais de um ano não havia nada plantado, e cuja terra foi deixada sem rega durante todo este tempo: ao ser exposto a uma chuva casual, desenvolveu-se um corpo frutífero perfeitamente formado, atingindo a maturidade e dispersando esporos. Mas seu mais comum e confiável habitat é sobre esterco de vaca, sempre em potreiros

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Morfologia

O corpo frutífero do Psilocybe cubensis tem chapéu cor de palha, de um amarelo pálido ou caramelo, víscido, tornando-se azul por pressão. Chapéu 1,5 a 8 cm de largura, cônico, em forma de sino, tornando-se convexo com a idade, víscido, sem pelos, de esbranquiçado a amarelo pálido, comumente cor de palha, tendendo para o marrom com a idade, com manchas azuladas com o envelhecimento.

Carne firme, branca, azul quando ferida. Lamelas adnatas (ligadas diretamente ao estípite) ou adnexas (separando-se imediatamente ao estípite), firmes e chanfradas, juntas, de cor cinza, tornando-se violeta-acinzentadas com a idade, com bordas brancas. Estípite (v. Anexo A) com anel membranáceo persistente (restos do véu parcial), firme e tenaz, com altura média de 10 cm, com variações de 4 a 15 cm, 4 a 14 mm de espessura, alargando-se um pouco próximo à base ou volva, seco, sem pelos, branco, manchando-se de azul quando ferido.

Véu universal branco, deixando um anel membranoso superior, sem deixar escamas. Esporos com medidas de 10-17 µm por 7-10 µm, de formato elíptico a oval em vista lateral, de paredes espessas, com um grande poro no ápice. Impressão de esporada de cor variando de púrpura a marrom. Cistídios (células vegetativas) nas bordas das lamelas em forma de bastão com cabeças arredondadas.

A carne destes cogumelos tem a característica de se manchar de azul quando ferida ou quebrada. Esta reação é aparentemente uma oxidação enzimática de algum substrato indólico, como triptofano, 5-hidroxitriptamina ou psilocibina, e é um indicador confiável da presença de psilocibina não só nos Psilocybe como também nos gêneros relacionados; no entanto, não é uma reação exclusiva, uma vez que outros gêneros não relacionados, como Russula ou Boletus também a apresentam, só que nestes casos essa reação não tem relação com a presença de substratos indólicos; entretanto estes outros gêneros têm uma morfologia completamente diferente, de modo que não há como confundi-los.

Ciclo Vital

Os Psilocybe pertencem à Classe Basidiomycetes, de modo que são chamados basidiomicetos, ou seja, são caracterizados pela produção de esporos em estruturas em forma de bastão chamadas basídios, esporos estes que são chamados basidiósporos. A maioria dos fungos macroscópicos que podemos encontrar são membros da Subclasse Holobasidiomicetidae. Os cogumelos lamelados pertencem à Ordem Hymenomycetales. O ciclo vital do Psilocybe ocorre da seguinte forma
os basidiósporos germinam para formar uma hifa monocariótica. A hifa é um filamento tubular, e um agregado de hifas forma uma massa de filamentos à qual chamamos de micélio. O micélio é o corpo principal, ou talo, de um fungo. Este é o fungo propriamente dito; o que chamamos de cogumelo é, na verdade, apenas o chamado corpo frutífero, a estrutura reprodutora, que produz os esporos, e constitui apenas uma pequena porção da massa total do fungo; a grande maioria do corpo do organismo existe subterraneamente na forma de uma grande rede de micélio, que frutifica produzindo os cogumelos, quando sob condições apropriadas. Um único fungo pode produzir vários corpos frutíferos, ou cogumelos.


Com a continuação da produção das hifas monocarióticas, elas acabam
tornando-se um micélio monocariótico. Este micélio cresce até encontrar um outro
micélio monocariótico, germinado a partir de outro esporo, que seja um tipo compatível para a reprodução. Se o micélio monocariótico não encontrar um outro compatível, ele acaba morrendo, eventualmente. Quando dois micélios monocarióticos compatíveis entram em contato, ocorre um processo chamado somatogamia, que é a fusão de células somáticas dos dois micélios. Entretanto, neste processo, não ocorre a fusão dos núcleos, ou seja, forma-se um micélio dicariótico, com dois núcleos por célula.

O estágio de micélio dicariótico é a fase mais prolongada do ciclo vital do fungo, e o estágio de maior assimilação de nutrientes. O micélio dicariótico pode continuar vivendo indefinidamente, crescendo apenas vegetativamente, sem entrar em um estágio de reprodução sexual e produção de esporos.
Entretanto, havendo condições apropriadas, o micélio dicariótico pode ser induzido à frutificação. O talo micelial indiferenciado começa a se modificar em uma estrutura produtora de esporos, o cogumelo. Ele continua a crescer e aflora no solo, incorporando mais e mais micélio ao mesmo tempo em que se expande por absorção de água.

Em um certo ponto do crescimento do cogumelo, então chamado basidiocarpo, estruturas em forma de bastão chamadas de basídios se formam na parte inferior da lamelas. Nestas estruturas ocorre a cariogamia, a fusão dos dois núcleos das células do micélio dicariótico, iniciando o único estágio diplóide do ciclo vital, que também é o estágio mais fugaz, porque a meiose ocorre quase imediatamente, criando quatro núcleos haplóides no interior do basídio, que então são deslocados para fora do basídio e ficam cercados de bainhas que formam os basidiósporos.

Desta forma, cada basídio passa a apresentar quatro basidiósporos na sua superfície. Estes basidiósporos eventualmente se destacam do basídio e reiniciam o ciclo vital outra vez, germinando para criar hifas monocarióticas.

O cogumelo cresce em tamanho e rompe o véu universal ao aflorar do solo. Depois, com o crescimento, acaba por romper o véu parcial formando o anel, e liberando os esporos.


No caso do P. cubensis e espécies relacionadas, e na verdade a maioria das espécies que produzem psilocibina, a compatibilidade entre os micélios monocarióticos é extremamente complexa geneticamente, porque eles são heterotálicos (que tem o talo separável em duas ou mais cepas sexuais morfologicamente similares, com a conjugação ocorrendo apenas quando tipos compatíveis são pareados) e tetrapolares (condição de compatibilidade sexual em que dois grupos de fatores estão envolvidos, tais como A e a, e B e b), de modo que os dois grupos de fatores genéticos têm que ser diferentes nos dois exemplares para que ocorra a somatogamia.


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Cogumelos comestíveis e medicinais ou Fungos?




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Andei procurando no forum e não achei nada sobre cogumelos comestíveis e medicinais.

Então fiz uma pequena pesquisa. Desculpe por não colocar as fontes de onde tirei, são de alguns lugares e não peguei o lugar de suas origens
.

Espero que seja útil, pra mim particularmente foi e façam bom proveito.

Mais pra frente colocarei mais informações dessa área.



O Benefício dos Cogumelos

Pesquisa financiada pela Fapesp e coordenada por docente da Faculdade de Ciências Agronômicas de Botucatu demonstra propriedades nutricionais, imunológicas anticarcinogênicas e antimutagênicas do cogumelo-do-sol e do shitake.


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O estudo da tecnologia de cultivo, da caracterização bioquímica e dos efeitos protetores das espécies de cogumelos comestíveis e considerados medicinais, como Agaricus blazei, conhecido como "cogumelo-do-sol", e Lentinula edodes, o shitake, foi o objetivo de pesquisa financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e coordenada pelo professor livre-docente voluntário da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da UNESP, campus de Botucatu, Augusto Ferreira da Eira. "Trata-se de microorganismos muito ricos, seja por suas propriedades nutricionais, imunológicas, anticarcinogênicas e antimutagênicas, seja por sua utilização na culinária", informa o docente.

O projeto, iniciado em 1999, concluiu que o cogumelo-do-sol apresenta propriedades medicinais preventivas (protetoras), além de funcionar como poderoso coadjuvante no tratamento da hepatite C, na medida em que melhora o apetite dos pacientes, que costumam emagrecer muito durante o tratamento da doença. Também foi possível verificar que ele diminui os efeitos colaterais dos medicamentos antivirais, como fadiga e dores musculares. Foi comprovado ainda que é uma excelente fonte de proteínas e vitaminas, já que 100 gramas de cogumelo desidratado contêm 35 gramas de proteínas, além de ferro, fósforo, cálcio e vitaminas do complexo B. "Também verificamos que muitas das informações divulgadas em diversas propagandas na televisão, em rádios e revistas sobre o cogumelo-do-sol ligadas à diminuição de tumores são obtidas com o extrato concentrado do fungo - e não com comprimidos e chás, como é divulgado, afirma Eiras.

Na FCA da UNESP, os estudos com os cogumelos começaram em 1986, com a criação do Módulo de Cogumelos, que tinha como proposta inicial conhecer o que havia de verdade e mito relacionado às propriedades de algumas espécies, cujos nomes estavam associados a efeitos terapêuticos os mais variados, como a cura do câncer.

Com esse objetivo, foram integrados especialistas de imunologia, patologia, radiologia, bioquímica e agronomia, num total de 80 pesquisadores, distribuídos em sete equipes.
Inicialmente, houve a preocupação de estudar, de fato, o cogumelo Agaricus blazei. Foram então escolhidas para análise linhagens dos Estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Pesquisadores brasileiros e de Israel, liderados por Solomon Wasserm da Universidade de Haifa, concluíram, em estudo publicado em2003, no International Journal of Medicinal Mushrooms, que elas devem ser identificadas de forna diferenciada, como uma nova espécie (Agaricus brasiliensis), porque são diferentes das encontradas na Flórida, EUA.



Além dessa questão metodológica, estudos coordenados pela pesquisadora Lúcia Regina Ribeiro, do Departamento de Patologia da FM, avaliaram a eficiência em rato dos extratos aquosos, como sucos e chás, do cogumelo-do-sol e do shitake contra mutações induzidas por drogas (efeitos quimioprotetores) e outros danos celulares. Os experimentos demonstraram que, de fato, eles protegem contra alterações genéticas das células. "Quando o cogumelo foi moído e incorporado à ração, o benefício nos ratos foi a redução do aparecimento de focos tumorais", informa Eira.

Na área de Imunologia, experimentos realizados pela equipe coordenada pelo docente Ramon Kaneno, do IB, concluíram que extratos aquosos do cogumelo-do-sol obtidos por fervura diminuíram a sobrevida de camundongos portadores de tumores cancerígenos em relação aos tratamentos com sucos, provavelmente por efeitos hepatotóxicos. Eira diz que os benefícios do cogumelo-do-sol em relação a tumores podem ser observados apenas quando são utilizadas frações concentradas do cogumelo-do-sol, nas quais os princípios ativos encontram-se mais fortemente presentes. "Em frações solúveis em oxalato de amônia (extrato AFT), por exemplo, os tumores, de fato, não regrediram, mas estagnaram", comenta.

Foi verificado ainda que o cogumelo-do-sol tem efeito de neutralização das moléculas ligadas a processos celulares degenerativos (os radicais livres) e funciona como auxiliar importante em alguns tipos de tratamento, como a quimioterapia, porque elimina, em parte, os efeitos colaterais.
Especificamente quanto à radioterapia, a equipe coordenada pela pesquisadora da FM Alzira Teruio Yida-Sakati mostrou que sucos e chás de algumas linhagens são modificadoras das radiorespostas. Se ingeridos após a radiação, os chás não interferem no tratamento, mas se administrados antes da radiação, podem tornar o individuo resistente à radioterapia - o que reduz o efeito do tratamento. Em relação aos sucos, eles demonstraram efeito radioprotetor tanto antes quanto depois da sessão de radiação. "Portanto, a ingestão de chás deve ser evitada antes da radiação e a de sucos, antes ou depois", conclui Eira.

A mestranda Milena Costa Menezes avaliou a influência da suplementação dietética com o cogumelo-do-sol na evolução do estado nutricional e do tratamento de hepatite C em pacientes do ambulatório do Hospital das Clínicas da Faculdade. Pesquisa realizada durante seis meses apontou que o grupo de portadores da doença que consumiu uma mistura de seis diferentes linhagens em forma de pó apresentou melhora em todos os efeitos colaterais relatados em comparação com o grupo de controle após o primeiro mês de tratamento medicamentoso.

Antes de o projeto ter início, os produtores que cultivaram o cogumelo-do-sol empregavam a mesma tecnologia utilizada para produzir o champignon, originário da França. O cogumelo nativo do Brasil, no entanto, necessita de alternância de temperaturas para frutificar (dez a quatorze dias de calor, seguidos de três a cinco dias de frio e, novamente, o mesmo período de calor). "Para chegar a essa conclusão, foi necessário reproduzir, em estufas adaptadas dentro de contêineres, as condições de cultivo de campo. As variáveis foram então controladas por um programa de computador especialmente desenvolvido para esse fim", afirma Eira. ;

O agricultor, considera que, pelo fato da utilização do cogumelo na aplicação medicinal ser recente no Brasil, há ainda muita necessidade de orientação e informações confiáveis, principalmente, na formação do composto orgânico. "como a sua produção depende de alta temperatura, ele acaba sendo muito suscetível às doenças", observou o produtor, que processa cerca de 100 kg do produto por mês. "As orientações recebidas foram bastante úteis e positivas principalmente no controle das pragas", completa o produtor Roberto Konno, de Piracicaba, SP.

Para os próximos anos, o objetivo é direcionar o foco para os princípios ativos concentrados nos extratos e correlacionar a intensidade dos efeitos medicinais a época da colheita, substrato e clima. Outro grande desafio será o de melhorar a produtividade sem reduzir os princípios ativos nesses cogumelos.
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O Cogumelo do Sol (espécie - Agaricus Blazei Murril)






Indicação: seus princípios ativos incluem ações anti-mutagênicas, bactericidas e estimulante das atividades imunológicas do organismo humano (estudos revelam um aumento de 30 a 40% da defesa imunológica do organismo). É indicado como complemento alimentar na melhora e prevenção de algumas doenças: câncer (sarcomas e carcinomas), bronquite crônica, asma, afisema pulmonar, gastrite, úlceras gastroduodenais, patologias hepáticas, doenças do coração, hipertensão, insuficiência cardíaca, tônico cardíaco, arteriosclerose, diabetes, colesterol elevado no sangue (efeito purificador do sangue), cistite, nefrite, insuficiência renal, hipertrofia da próstata e leucemia.


Ganhe R$1500,00 a R$4500,00 trabalhando em casa


Composição do Agaricus Blazei:


Umidade: 7,5 % Ferro: 18 mg / 100g
Proteína: 36,7 % Cálcio: 41 mg / 100g
Gordura: 3,4 % Vitamina B1: 0,5 mg / 100g
Fibra: 6,8 % Vitamina B2; 3,0 mg / 100g
Cinzas: 7,3 % Vitamina D2: 354 mg / 100g
Açucares: 38,3 % Niacina: 41 mg / 100g
Fósforo: 929 mg / 100g Beta-d-glucan(1-3) 30-60 mg / 100g
Beta-d-glucan(1-6): 30-60 mg / 100g



Fonte: Revista - Ervas & Plantas que Curam nº 2. Editora Escala LTDA - São Paulo/SP. Material cedido por Claudio Cursino.

Mais Detalhes

Espécime único devido suas características, destaca-se pelas suas especificas propriedades medicinais. As substancias que compõem o contexto do "Cogumelo do Sol": proteínas, vitaminas, sais minerais e inúmeros princípios ativos, vem atraindo a atenção da comunidade médico-científica e do público em geral.

Suas características terapêuticas, aliadas a imunoterapia; propiciam um tratamento inovador e integrativo, sem efeitos colaterais. As pesquisas relatam sua eficácia no auxilio ao tratamento de diversas doenças, face seu poder de reforçar o Sistema Imunológico ativando os mecanismos naturais de defesa do próprio organismo humano.

O "Cogumelo-do-Sol" é um produto natural, rico em proteínas, vitaminas e sais minerais, que auxilia na recuperação e manutenção da saúde.
Resultado de intensas pesquisas visando sua melhoria como complemento alimentar, o "Cogumelo-do-Sol" pode ser consumido por pessoas de qualquer idade e seu consumo é adaptado à resposta de cada organismo.

O motivo de tanto interesse é a presença na composição química deste tipo de cogumelo de um polissacarídeo denominado Beta-d-Glucan. Nas pesquisas dos cientistas japoneses revelou-se que o polissacarídeo ß-d-Glucan atua no organismo humano aumentando as funções imunológicas, acarretando o aumento de macrófagos, "Natural Killer Cells" (NKC), células T, células B e células complementares, evitando a regeneração e a metástase do câncer.
Nos Estados Unidos, pesquisadores do Instituto de Otorrinolaringologia da Universidade da Califórnia (UCLA), observaram que este polissacarídeo presente no cogumelo aumentava a quantidade de células imunológicas no organismo. Já na Universidade da Carolina do Norte, pesquisadores afirmaram que os extratos obtidos a partir do cogumelo apresentaram alta toxicidade sobre as células cancerosas e também sobre o HIV.

Além das vitaminas B1 e B2, o Cuesta Agaricus também possui grandes quantidades de ergosterol que pode ser convertido para vitamina D2 quando seco ao sol ou desidratado em processo mecânico. A vitamina D2 tem efeitos positivos na redução dos perigos da osteoporose.

O cogumelo Agaricus blazei murril (ABM) é um imuno-modulador natural. É composto por substâncias que possuem a propriedade de estimular o funcionamento do sistema imunológico. Pesquisadores japoneses e norte-americanos encontraram no cogumelo Agaricus blazei murril componentes que estimulam a produção de novas células de defesa do organismo, tais como, as células B, células T e as células NK (Natural Killer).
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Agaricus blazei
Classificação científica

Reino:
Fungi

Divisão:
Basidiomycota

Classe:
Homobasidiomycetes

Ordem:
Agaricales

Família:
Agaricaceae

Género:
Agaricus

Espécie:
A. blazei


Caraterísticas:

Especialistas estimam que existem no mundo cerca de 10 mil espécies de cogumelos, das quais 700 são comestíveis, 50 tóxicas e entre 50 e 200 usadas em práticas medicinais. O cogumelo-do-sol (Agaricus blazei) possui o formato que lembra um guarda-chuva. Originário das regiões serranas da Mata Atlântica do Sul do Estado de São Paulo. Foi levado, na década de 1970, para o Japão, onde suas propriedades medicinais começaram a ser estudadas. O cogumelo shitake, por sua vez, foi trazido da Ásia por japoneses e chineses e aclimatado ao Brasil.

Quanto às condições de produção, o Agaricus blazei era inicialmente cultivado apenas em canteiros desprotegidos no campo e, por isso, ficou conhecido como cogumelo-do-sol. Mesmo ao ar livre, porém ele é cultivado com uma cobertura de capim - e não recebe luz. No caso do shitake, o cultivo é feito em toras de madeiras, um método antigo e rústico, mas bastante utilizado por ser de baixo investimento.
Solução Prática

Estudo combate doença que atinge cogumelo-do-sol
Descoberto uma forma de combater o fungo competidor que diminui a produtividade do cogumelo - que começou a ser cultivado no Brasil na década de 1990 e tem sido utilizado no estudo da prevenção do câncer, sendo comercializado em larga escala nos mercados japonês e norte-americano, que são os maiores importadores do produto - quase 90%.

O estudo gerou a publicação de dois artigos no Congresso Brasileiro de Micologia (2001) e no International Journal Medicinal Mushroom (2003), além da tese de doutorado pela área de Energia na Agricultura da FCA da UNESP, orientada pelo professor Augusto Ferreira da Eira.

O fungo, conhecido cientificamente como Diehliomyces microsporus, se desenvolve no composto à base de fenos e bagaço de cana-de-açúcar, utilizado no cultivo do cogumelo-do-sol. "Ele compete por nutrientes e causa a degeneração do micélio - espécie de tecido responsável pelas funções vegetativas do organismo, como seu crescimento", explica Nascimento.

O pesquisador descobriu a doença em 2000, quando começaram a surgir várias reclamações de produtores de cogumelo-do-sol que relatavam o aparecimento de "pipocas" no cultivo, causando grandes prejuízos. "Começamos a estudar e descobrimos que esse fungo era o mesmo que afetava os cultivos de champignon na década de 1930 nos Estados Unidos, sem nenhum relato no Brasil", diz Nascimento. Após a descoberta da doença, o grande desafio foi achar uma maneira de preveni-la. "Os fungicidas não são recomendados para os produtos naturais e medicinais e, quando usados, prejudicam o desenvolvimento do cogumelo", explica Eira, da FCA.

Foi descoberto que o fungo não sobrevive à temperatura de pasteurização do composto e da camada de cobertura, que é de 62ºC, por 4 horas. "Se o produtor não redimensionar o pasteurizador para esse padrão, o composto não atinge a temperatura suficiente para matar o fungo competidor", relata. "O controle físico preventivo é uma medida segura, barata e prática, podendo ser efetuado durante o preparo do composto ou da camada de cobertura, cuidados estes necessários principalmente quando há indícios da contaminação", conclui.

Composto

Responsável pela decomposição de certos tipos de matéria orgânica, o fungo do Agaricus Blazei se desenvolve muito bem no composto orgânico formado por bagaço de cana e fenos diversos de gramíneas, corrigindo previamente suas deficiências com adubos e farelos. Após as etapas de fermentação e pasteurização o composto está pronto para receber as sementes, quando ocorrerá a colonização do substrato pelo fungo. Nesse ponto, o composto estará pronto para ser levado às câmaras de cultivo.

Todas as etapas de produção do composto, são rigorosamente supervisionadas visando o pleno desenvolvimento da raiz (micélio) do fungo, garantindo assim ao produtor elevados índices de produção de cogumelos
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ERVAS - Sálvia Officinalles e Divinorum




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Ela é parente da Salvia officinalis - famosa por suas propriedades medicinais e por seu largo uso na culinária - e da Salvia splendens - ornamental que em 2004 ganhou destaque na mídia por ter sido usada para criar o canteiro com o formato da estrela do PT nos jardins do Alvorada, em Brasília, a pedido da primeira-dama Marisa Letícia, esposa do presidente Lula. Menos conhecida popularmente, a Salvia divinorum começa a ganhar fama também, mas por motivos bem diversos que os das suas "primas".
Em agosto de 2004, a revista Carta Capital publicou a matéria "O Barato agora é Natural", assinada por Walter Fanganiello Maierovitch, que tratava do avanço do uso de drogas consideradas "naturais". Era pleno verão na Europa e, segundo a matéria, ervas, fungos, cactos e outros vegetais estavam compondo a salada alucinógena dos jovens europeus que invadiam as smart shops (oficialmente, lojas de alimentos naturais) onde funcionam os smart bares (locais nos quais alguns dos produtos à venda são elaborados com sofisticação e oferecidos em atraentes cardápios). Ali o grande sucesso era a Salvia divinorum, uma espécie do gênero Salvia, pertencente à família das Labiadas. A explicação para esse sucesso é que a espécie é considerada alucinógena, seu agente psicoativo - Salvinorin A - induz a estados alterados de consciência, mas também pode causar psicose aguda ou depressiva, algumas vezes até irreversíveis.
O uso tradicional se dá por inalação, mas segundo consta, os índios mexicanos preparavam a Salvia divinorum mascando pares de folhas ou fazendo uma infusão em água agitando bastante para produzir uma espuma - dizem que a força do preparado depende da consistência da espuma.
Muitos antropólogs asseguram que os índios Mazatecas, da região de Oaxaca, utilizavam esta erva para curas e fins religiosos muito antes da chegada dos espanhóis. Os xamãs denominavam a Salvia divinorum de "folhas de Maria" e a utilizavam para "viajar ao céu e poder conversar com os deuses" e, assim, obter o diagnóstico e tratamento para as doenças do seu povo.
Nas últimas décadas, jovens de várias cidades mexicanas passaram a usar esta erva como substituta para a "marijuana" ou maconha. E agora também os jovens europeus estão usando a erva da mesma forma que usam a maconha, na forma de cigarros. Acredita-se que a principal substância psicoativa desta planta apresente efeitos similares ao da mescalina. Nas folhas, a concentração de Salvinorin A chegaria a 3 mg/g, sendo suficiente para, num cigarro, causar grande efeito psicotrópico.
Registros recentes demonstram que a planta também tem sido utilizada como incenso. Aliás, talvez como uma maneira de burlar a legislação de alguns países que proíbem esta erva, muitos sites na Internet comercializam a planta para uso como incenso.
Sálvia dos Divinos
Originária da região de Sierra Madre, em Oaxaca, no México, a erva também ficou conhecida pelo nome de "folhas de Oaxacan". O nome botânico Salvia Divinorum, que significa "Sálvia dos Divinos", seria inspirado no fato da erva ter sido usada muitos anos em cerimônias religiosas e de cura pelos xamãs Mazatecas. Vários registros descrevem que nesses rituais era louvada a figura de uma entidade feminina ou "deusa sábia". Daí surgiram outros nomes pelas quais a Salvia Divinorum é conhecida: Ska Maria Pastora, Yerba de Maria, The Shepardess, entre outros. Alguns antropólogos que se dedicam ao estudo desta erva defendem que há fortes indícios de que a erva Pipiltzintzintli (que os Astecas utilizavam em seus rituais, há milhares de anos) era a Salvia Divinorum.
A primeira descrição desta planta na literatura ocidental foi feita pelo antropólogo europeu Jean Basset Johnson, em 1939. Ele estava pesquisando o uso de cogumelos do gênero Psilocybe entre os Mazatecas e também notou que eles utilizavam a Salvia Divinorum em cerimônias de cura. Em seu artigo ele escreveu: " Os shamans (ou xamãs), bem como outras pessoas, usam plantas narcóticas também com a finalidade de encontrar objetos perdidos. Em alguns casos, usam teonanacatl (cogumelo), enquanto em outros usam uma semente chamada "semilla de la Virgen".A "Yerba de Maria" também é usada. Os Zapotecas usam a planta chamada "bador", a pequena criança, e os Astecas usam plantas narcóticas de forma similar (Johnson, 1939)".
A planta como ela é
A Salvia Divinorum é uma planta perene, com cerca de 1 metro de altura ou mais, de clima subtropical úmido, abundante no México e em outras regiões da América Central. As folhas são ovais, serrilhadas, aveludadas, de coloração verde intenso (embora em certas condições podem apresentar um tom amarelado). Quando frescas quase não possuem cheiro.
As suas flores são branco-azuladas, dando a impressão de um lilás claro. A planta florida resulta num visual muito bonito, sendo de grande valor ornamental.
A espécie, que se reproduz por estacas de galhos, é capaz de se adaptar bem em qualquer clima, desde que receba luz solar nos horários mais frescos do dia (pela manhã ou à tarde). Em ambiente interno ela deve ficar em locais bem iluminados ou que recebam sol indireto (filtrado por uma janela, por exemplo). Para se ter certeza da condição mais adequada para esta planta, basta lembrar que em seu habitat natural ela vive nas matas, onde a vegetação mais alta e densa a protege dos raios solares mais quentes.
Embora seja bem adaptável, a planta pode ressentir-se com temperaturas extremas (abaixo de 10 e acima de 30 graus C).
A Salvia Divinorum gosta de solo arenoso, com boa drenagem, para evitar acúmulo de umidade. Esta é, aliás, uma de suas poucas exigências: regas regulares, evitando-se o encharcamento. Vale lembrar novamente seu habitat natural, onde o solo é arenoso e cheio de pedregulhos.
Quanto à adubação, a mais indicada é a orgânica, com húmus de minhoca e composto orgânico. Esta espécie apresenta uma certa sensibilidade aos fertilizantes químicos do tipo "NPK", por essa razão recomenda-se cautela ao aplicar este tipo de fertilizante.
E, para encerrar, mais um detalhe sobre o lado mágico desta planta: alguns relatos registram que os xamãs Mazatecas fazem rituais específicos para cortar folhas ou mudas da Salvia Divinorum, com a finalidade de tornar as folhas mais "fortes" para suas experiências espirituais.

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ERVAS - Bardana

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Bardana (Arctium lappa)
Por: Rose Aielo Blanco
A fama da bardana vem de muito tempo: os gregos a utilizavam como medicamento e nos tempos medievais ela era incluída em várias formulações destinadas à cura. Algumas referências sugerem que o seu nome científico "Arctium lappa" deriva do grego "arctos" (= urso) e "lambanô" (= eu tomo), em alusão ao aspecto peludo da planta.
Valorizada como medicinal desde a Antigüidade, a bardana nunca teve essa fama contestada. Todas as partes da planta eram usadas de alguma forma como medicamento: as folhas, por exemplo, eram bem esmagadas e aplicadas em cataplasmas para tratar inúmeras doenças de pele, em razão de sua ação bactericida. O uso atualmente tem respaldo científico: estudos comprovaram as propriedades anti-sépticas da bardana. Também foram bem difundidos seus poderes contra picadas de insetos e aranhas por sua propriedade de acalmar a dor (ação anestésica) e evitar a tumefação do local (ação anti-inflamatória).
A bardana é originária da Europa, mas tudo indica que o Japão foi o primeiro país a cultivá-la para o consumo mais intenso.A planta, pertencente à família das Compostas, também é conhecida popularmente como erva-dos-tinhosos, pegamassa, carrapicho-de-carneiro e carrapicho-grande. A bardana pode crescer de 50 cm a 2 m de altura e produz um caule robusto, com folhas grandes, de coloração verde na página superior e acinzentada na inferior. As flores, de cor rosa-púrpura, surgem agrupadas em inflorescências (corimbos), os frutos (aquênios) são castanho-avermelhados e a raiz é comprida e carnuda. As raízes e sementes possuem sabor adocicado.
No Brasil, a bardana é cultivada com fins comerciais para uso na alimentação, sendo comercializada em feiras-livres e até em supermercados.
A raiz da bardana é utilizada também na homeopatia (Radix bardanae). A tintura da raiz, dinamizada homeopaticamente, costuma ser empregada contra afecções dermatológicas (acne, furúnculo, eczema do couro cabeludo) e nos bloqueios do metabolismo.
Povos orientais consomem a bardana para combater vários problemas. Raízes e sementes são ingeridas para combater cálculos renais, reumatismo e problemas da vesícula. A infusão das folhas também é utilizada com a mesma finalidade. Do ponto de vista nutricional, esta raiz apresenta boas qualidades: fornece proteínas, glicídios, fibras, cálcio, fósforo, ferro, vitamina A, B1, riboflavina, niacina e vitamina C. Assim como todas as raízes, a bardana também é rica fonte de sais minerais.
Curiosidades:
Há quem diga que as propriedades anti-sépticas da bardana ganharam fama, pois tiveram uma comprovação digna da realeza: a planta teria livrado o rei Henrique III de França de uma grave doença de pele.
Riqueza na casca
As potencialidades da raiz da bardana estão concentradas na casca, tanto que a sabedoria popular afirma que ela não deve ser retirada, para que não sejam perdidas suas propriedades. Para usá-la, é preciso remover bem a terra, escovando-a, mas não descascando-a. Durante o cozimento, a coloração escurece, o que é normal, em razão do ácido tânico, uma substância sem sabor e inofensiva ao organismo. Para evitar esse escurecimento, é só deixar a raiz de molho em água com algumas gotas de vinagre ou limão.
E aí vão duas receitas para aproveitar as propriedades desta planta:
Bardana refogada
3 raízes de bardana
1 cebola média
1 dente de alho
sal à gosto
cheiro-verde picado
2 colheres de sobremesa de gergelim torrado
molho de soja ou shoyu à gosto
Lave e escove bem as raízes da bardana. Corte no sentido transversal, em fatias finas e deixe de molho em água com vinagre. Bata a cebola, o alho e um pouco de sal no liquidificador. Refogue num pouco de óleo e adicione a bardana. Tampe a panela e deixe em fogo baixo, colocando um pouco de água, se necessário. Acerte o tempero e acrescente o molho de soja a gosto. Após cerca de 10 minutos, a bardana deve estar cozida. Salpique com o cheiro verde picado e o gergelim. Sirva acompanhando carnes, arroz e feijão, etc.
Carne com bardana
600g de alcatra
1 ½ xícaras (chá) de bardanas descascadas e cortadas em rodelas
2 cenouras pequenas cortadas em rodelas
4 colheres (sopa) de molho de soja ou shoyu
1 colher (sopa) de manteiga sem sal
3 pitadas de sal
1 colher (sobremesa) rasa de mel
1 colher (chá) de suco de limão
Corte a carne em pequenos escalopes bem finos. Reserve. Descasque as bardanas e corte em rodelas finas. Coloque em uma panela com um litro de água e o suco de limão. Cozinhe por cerca de 25 minutos ou até que estejam macias. À parte, cozinhe as cenouras por 15 minutos. Enquanto isso refogue a carne na manteiga (usando fogo alto) por 4 minutos. Abaixe o fogo, adicione o sal e o mel. Desligue o fogo e acrescente a bardana e a cenoura já escorridas. Incorpore o molho de soja ou shoyu e misture bem. Sirva quente, com arroz branco ou integral.
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